Conhecimento e reconfiguração das entidades de coordenação: O caso do ensino na Bélgica francófona
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Resumo
Todas as sociedades podem ser descritas como uma configuração de actores interdependentes. Nesta rede complexa de ligações, a definição dos contornos das entidades de coordenação constitui uma questão fundamental, uma vez que determina parcialmente o equilíbrio entre as diferentes coordenações: de autoridade, de deliberação e de ajustamento. Estes contornos estão em evolução e são socialmente construídos. É também este o caso do sistema educativo belga, que se analisa neste artigo. No último século, há duas fases que se distinguem. Após um período caracterizado por um lento processo de unificação sectorial e de separação entre os pilares católico e laico, o que se seguiu foi um período caracterizado por uma evolução no sentido da centralização sectorial e da federalização do Estado. O «sistema» educativo francófono da Bélgica que estas tendências fizeram gradualmente emergir é, no entanto, afectado por novas tendências de territorialização e de compartimentação sectorial que parecem anunciar futuras reconfigurações. Estes processos evolutivos são multifactoriais. Os conhecimentos desempenham aqui um triplo papel: podem actuar enquanto argumento, experiência ou como saber do Estado. Através destas três formas, os conhecimentos contribuem para a emergência e consolidação das entidades de coordenação ou para as pôr em causa.
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