Sexualidade e as teorias de aprendizagem: Uma revisão das abordagens utilizadas no ensino de ciências
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Resumo
Este estudo teve como objetivo analisar pesquisas nacionais sobre a abordagem da sexualidade no Ensino de Ciências, identificando as teorias de aprendizagem subjacentes às estratégias pedagógicas e discutindo implicações para a prática docente. Realizou-se uma revisão sistemática de literatura na base de dados do Portal de Periódicos CAPES, utilizando os descritores “ensino de ciências”, “sexualidade” e “abordagens de ensino”. Foram selecionados artigos publicados entre 2019 e 2024, seguindo critérios de inclusão/exclusão pré-definidos. Quinze trabalhos compuseram o corpus de análise. Identificaram-se três eixos temáticos principais: influência dos materiais didáticos; impactos da LGBTfobia no ambiente escolar; e papel do currículo e da formação docente. As teorias de aprendizagem mais frequentes foram as humanistas, seguidas pelas cognitivistas e comportamentalistas. As teorias humanistas e cognitivistas mostram-se mais alinhadas à abordagem inclusiva da sexualidade, valorizando a subjetividade e o contexto sociocultural. Contudo, persistem desafios como a formação inadequada de professores/as, a influência de documentos curriculares restritivos e a LGBTfobia. Recomenda-se a elaboração de estratégias pedagógicas que integrem diversidade sexual e teorias de aprendizagem, visando uma educação científica mais crítica e inclusiva.
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