Política de evaluación externa de la enseñanza superior en Angola: proceso de programación

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Leonora Nené Bernardo
Susana Batista

Resumen

En un contexto global de expansión y diversificación de la educación superior, la política de evaluación externa se ha consolidado como un instrumento fundamental de regulación, garantía de calidad y legitimación institucional. En Angola, esta centralidad cobra especial relevancia ante el rápido crecimiento y la reconfiguración del subsistema educativo, lo que convierte la evaluación externa en una política central del Estado para responder, desde el punto de vista discursivo y normativo, a las exigencias de calidad. Este artículo se centra en la comprensión de los procesos subyacentes al origen y la inclusión de esta política en la agenda gubernamental. El objetivo central consistió en analizar la programación de la política de evaluación externa de la educación superior en Angola a la luz del modelo de Flujos Múltiples. Metodológicamente, se trata de una investigación cualitativa, basada en la investigación documental y en entrevistas semiestructuradas con actores relevantes del proceso. Los resultados indican que la programación se derivó de las crecientes preocupaciones sociales sobre la calidad de los titulados y el rendimiento institucional, posteriormente asumidas por la esfera gubernamental. Entre los principales factores impulsores destacan la reestructuración de la Universidad Agostinho Neto, la expansión del subsistema con la creación de nuevas instituciones públicas y privadas y el aumento significativo de la población estudiantil, lo que intensificó las inquietudes sobre la calidad de los servicios prestados.

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Bernardo, L. N., & Batista, S. (2026). Política de evaluación externa de la enseñanza superior en Angola: proceso de programación. Educação, Sociedade & Culturas, 74. https://doi.org/10.24840/esc.vi74.2240

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