Educação para a participação Didáticas específicas como agente político?
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Resumen
O artigo apresenta uma revisão crítica de princípios fundamentais do pensamento educacional mainstream sobre participação. Muitas abordagens à educação para a participação tendem a ficar aquém do estado da arte da investigação em ciências sociais sobre participação. Portanto, o artigo apela a abordagens educativas e didáticas específicas para considerar a diversidade e irreconciliabilidade das teorias de participação e de modelos de cidadania. O artigo visa reduzir o entusiasmo participativo tomando em consideração resultados empíricos cruciais sobre os efeitos dececionantes do aumento da
participação. A persistente e crescente desigualdade económica e política e as tendências de despolitização
estão entre os principais obstáculos ao cumprimento da promessa de igualdade de oportunidades
para a participação democrática. Isto traz à tona as tensões sistémicas entre participação democrática
e capitalismo. Diante desta avaliação cética da teoria da participação e da realidade da participação
política, discutem-se os desafios, possibilidades e tarefas das didáticas no domínio das ciências sociais.
Acima de tudo, enfrentam uma decisão fundamental: subscrever a ideia de uma educação funcionalista
para a participação como uma espécie de engenharia social através das escolas ou fomentar o
pensamento crítico e político sobre a participação com o objectivo de alterar as relações de poder
prevalecentes em favor dos menos poderosos e dos sem poder algum.
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