Avaliação das políticas educativas em França: Indo além do modelo das ciências do Estado?
##plugins.themes.bootstrap3.article.main##
Resumo
O objectivo central deste artigo é questionar a evolução das relações entre conhecimento e política no sector educativo e os seus possíveis efeitos na actual regulação dos sistemas educativos. Para isso, centro-me na avaliação das políticas educativas levadas a cabo, em França, a nível nacional, desde a década de 1980 na educação. A tese que defendo é que predomina um tipo particular de produção de conhecimento na avaliação das políticas educativas em França, o que pode ser entendido como «Ciências do Estado» específicas. Com base nos materiais recolhidos em três estudos qualitativos, dois dos quais conduzidos no âmbito e para o projecto Knowandpol, o artigo destaca o peso das elites do Estado na produção de conhecimento no campo da avaliação e os seus métodos particulares de análise. De seguida é dada relevância aos principais factores que explicam a predominância deste modelo das ciências do Estado e as principais implicações que daí advêm para o processo actual da política educativa em França.
##plugins.themes.bootstrap3.displayStats.downloads##
##plugins.themes.bootstrap3.article.details##
Secção

Este trabalho encontra-se publicado com a Licença Internacional Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0.
Os/as autores/as mantêm os direitos autorais, sem restrições, e concedem à revista ESC o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional (CC BY-NC-SA). É permitido copiar, transformar e distribuir e adaptar o material em qualquer suporte ou formato, desde que com o devido reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista, as alterações sejam identificadas e seja aplicada a mesma licença ao material derivado, não podendo ser usado para fins comerciais.
Como Citar
Referências
Buisson-Fenet, Hélène & Pons, Xavier (2011). Les pratiques d’évaluation externe des établissements scolaires en France, au Royaume-Uni et en Suisse. Créteil: Largotec.
Duran, Patrice (2010). Penser l’action publique. Paris: LGDJ.
Harris, Douglas N., & Herrington, Carolyn, D. (2006). Accountability, standards, and the growing achievement gap: Lessons from the past half-century. American Journal of Education, 112(2), 209-238. doi: 10.1086/498995
Hood, Christopher (1991). A public management for all seasons?. Public Administration, 69(1), 3-19.
Hood, Christopher (1996). Exploring variations in public management reform in the 1980’s. In Hans Bekke, James L. Perry & Theo A. J. Toonen (Eds.), Civil service systems in comparative perspective (pp. 268-287). Bloomington, IN: Indiana University Press.
Ihl, Olivier, Kaluszynski, Martine & Pollet, Gilles (2003). Les sciences de gouvernement. Paris: Economica.
Lawn, Martin (2006). Soft governance and the learning spaces of Europe. Comparative European Politics, 4, 272-288. doi: 10.1057/palgrave.cep.6110081
Leca, Jean (1993). Sur le rôle de la connaissance dans la modernisation de l’État et le statut de l’évaluation. Revue Française d’Administration Publique, 66(2), 185-196.
Maroy, Christian (2006). Ecole, régulation et marché. Paris: PUF.
Mayntz, Renate (1993). Governing failures and the problem of governability: Some comments on a theoretical paradigm. In J. Kooiman (Ed.), Modern governance: New government – Society interactions (pp. 9-20). London: Sage.
Mons, Nathalie & Pons, Xavier (2009). The reception of Pisa in France: Knowledge and regulation of the educational system (report for the Knowandpol project. Orientation 3).
Moran, Daniel J., & Malott, Richard W. (2004). Evidence-based educational methods. San Diego, CA: Elsevier Academic Press.
Normand, Romual (2011). Gouverner la réussite scolaire: Une arithmétique politique des inégalités. Bern: Peter Lang.
Ozga, Jenny, Dahler-Larsen, Peter, Segerholm, Christine & Simola, Hannu (Eds.) (2011). Fabricating quality in education: Data and governance in Europe. London: Routledge.
Pons, Xavier (2010). Evaluer l’action éducative: Des professionnels en concurrence. Paris: PUF.
Pons, Xavier (2011a). L’évaluation des politiques éducatives. Paris: PUF.
Pons, Xavier (2011b). Les inspecteurs généraux et l’évaluation: Un vieux corps d’État conquis par le nouveau management public?. In E. Bechtold-Rognon & T. Lamarche (Eds.), Manager ou servir: Les services publics aux prises avec le nouveau management public. Paris: Syllepse.
Pons, Xavier (Forthcoming). Les statistiques scolaires: Vers une science du gouvernement régional? L’exemple des services statistiques rectoraux d’Île-de-France. In E. Verdier, E. Bornand & Martine Mespoulet (Dirs.), Statistiques et conduite de l’action publique régionale: Les politiques de la mesure en débat (l’exemple de la formation et de l’emploi).
Pons, Xavier & Van Zanten, Agnès (2007). Knowledge circulation, regulation and governance (Literature review for the Knowandpol project).
Pons, Xavier & Van Zanten, Agnès (2008). The social and cognitive mapping of policy: Mapping the knowledge producers on the French education sector: An overview of the evaluation and expertise of the education system (report for the Knowandpol project. Orientation 1).
Spenlehauer, Vincent (2003). Une approche historique de la notion de «politiques publiques»: Les difficulté d’une mise en pratique d’un concept. Informations Sociales, 110, 34-45.
Tribe, Kheith (1984). Cameralism and the science of government. Journal of Modern History, 56(2), 263-284. Retrieved from http://jstor.org/stable/1879090
Van Zanten, Agnès (2008). Régulation et rôle de la connaissance dans le champ éducatif en France: Du monopole à l’externalisation de l’expertise?. Sociologie et Sociétés, 40(1), 69-92.
Van Zanten, Agnès (2011). Les politiques d’éducation. Paris: PUF.
Varone, Fréderic, & Jacob, Steve (2004). Institutionnalisation de l’évaluation et nouvelle gestion publique: Un état des lieux comparatif. Revue Internationale de Politique Comparée, 11(3), 271-292. doi: 10.3917/ripc.112.0271
Weber, Max (1959). Le savant et le politique. Paris: Plon.