Diretrizes educacionais e representações sociais sobre o pensamento computacional: Evidências de estudantes de São Paulo e de Portugal no ensino de física e química

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Adriana de Andrade
https://orcid.org/0000-0002-1886-8313
Isabel Maria Coelho de Oliveira Malaquias
Carlos Davide da Rocha Azevedo
Marcelo Zanotello

Resumo

Este estudo analisa representações sociais sobre o Pensamento Computacional (PC), considerando também as evocações relativas à automatização da recolha de dados como recurso didático associado ao PC. Os resultados revelam assimetrias: mestrandos/as portugueses/as apresentam representação estruturada, integrando o PC à dimensão pedagógica, enquanto licenciandos/as paulistas exibem representação tecnicista, marcada por lacunas formativas e elevada incidência de ‘não sei’, problematizada como zona de mudez teórica. A investigação discute a hipótese de que a maior coerência normativa portuguesa favorece a apropriação do PC, reconhecendo, contudo, que esta relação é mediada por dinâmicas institucionais. O estudo indica que o desalinhamento das diretrizes educacionais pode impactar a transição entre prática instrumental e reflexão crítica, sendo a automatização um elemento que, quando percebido apenas como técnica, limita a compreensão mais ampla do PC.

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Secção

ARTIGOS | Submissão livre

Biografias do Autor

Adriana de Andrade, Universidade Federal do ABC (UFABC)

Doutoranda no Programa de Pós-graduação em Ensino e História das Ciências e da Matemática (PEHCM) pela Universidade Federal do ABC (UFABC). Mestra em Ensino de Ciências e Matemática pelo IFSP - Campus São Paulo/SP e Licenciada em Matemática pelo IFSP - Campus Caraguatatuba/SP. Possuo conhecimento em ambientes EaD (Moodle). Já realizei pesquisa com TDIC, na área de ensino: i) jogos de xadrez (online/curso presencial); ii)simuladores e softwares para ensino de física e matemática; iii) eletrônica básica para montagem de circuitos utilizando a placa de prototipagem Arduino. Tenho experiência na área de Física, atuando principalmente na educação científica, divulgação científica e alfabetização científica. No mestrado desenvolvi um curso com 10 aulas sobre o Arduino articulado ao ensino de Física, trabalhando em especial com a automatização da coleta de dados, utilizando o Ambiente Virtual de Aprendizagem Tinkercad. Na graduação, desenvolvi experimentos de baixo custo para o ensino de Física e trabalhei com simuladores virtuais. Participo do Grupo de Pesquisa em Inovação Tecnológica para o Ensino de Física (GPITEF), com pesquisa e desenvolvimento de recursos didáticos apoiados nas tecnologias digitais, os quais possam promover a melhoria do ensino. Sou bolsista nível doutorado pela FAPESP, com a pesquisa intitulada: "As representações sociais de futuros professores de física em relação à automatização da coleta de dados e ao pensamento computacional: uma análise comparativa entre discursos discentes e projetos pedagógicos". Doutorado Sanduiche em andamento em Centro de Investigação em Didática e Tecnologia na Formação de Formadores, na Universidade de Aveiro, Universidade de Aveiro, Portugal, com a pesquisa intitulada: "Automatização da Coleta de Dados no Ensino de Física e o Desenvolvimento do Pensamento Computacional: uma análise de representações e práticas em instituições formadoras de professores em Portugal e no Brasil"

Isabel Maria Coelho de Oliveira Malaquias, Universidade de Aveiro

Licenciatura em Física, Química e Educação (licença de 5 anos).
Doutoramento em Física (História e Filosofia da Física).
Professor Associado na Universidade de Aveiro, Departamento de Física.
Coordenador do Programa de Doutoramento em História das Ciências e Educação Científica (Universidades de Aveiro e Coimbra).
Membro do CIDTFF - Centro de Investigação em Didática e Tecnologia na Formação de Formadores.
Coordenador do Grupo 2 do CIDTFF - Ciência, Tecnologia e Inovação na Educação.
Membro do Conselho Consultivo da revista internacional HoST.
Membro do Conselho de Ética e Deontologia da Universidade de Aveiro.
Membro do Conselho de História da Física da EPS.
Membro correspondente da Academia Internacional de História da Ciência.
Vice-presidente do Grupo de Trabalho de História da Química (2021-2023).
Membro da Associação Ibero-Americana Ciência-Tecnologia-Sociedade na Educação em Ciência.

Carlos Davide da Rocha Azevedo, Universidade de Aveiro

Concluiu o Doutoramento no Programa Doutoral em Engenharia Física em 2011 pela Universidade de Aveiro, Mestrado em Mestrado em Física Aplicada em 2007 pela Universidade de Aveiro e Licenciatura em Ensino de Física e Química em 2005 pela Universidade de Aveiro. Organização para a Investigação Nuclear, responsável pelo detector COMPASS W45 na Organização Europeia para a Investigação Nuclear, Líder do Grupo da experiência AMBER no CERN, Diretor do Curso de Mestrado em Engenharia Biomédica da Universidade de Aveiro e Professor Auxiliar na Universidade de Aveiro. Publicou 115 artigos em revistas. Organizou 6 evento(s). trabalho(s) de conclusão de curso de LSc/BSc e Coorientou 7 projetos. Recebeu 7 prêmios e/ou honrarias. Participa e/ou participou como Outro em 1 projeto, Bolsista de Doutorado em 1 projeto, Bolsista de Pós-Doutorado em 1 projeto, Pesquisador em 2 projetos e Pesquisador em 15 projetos. Trabalha nas áreas de Ciências Exatas com ênfase em Ciências Físicas com ênfase em Física de Partículas e Campos, Ciências Exatas com ênfase em Ciências Físicas com ênfase em Física Atômica, Ciências Exatas com ênfase em Ciências Físicas com ênfase em Física Nuclear e Ciências Exatas com ênfase em Ciências Físicas. Em suas atividades profissionais, interagiu com 1207 colaboradores, sendo coautor de artigos científicos. Em seu currículo, os termos mais frequentes no contexto de produção científica, tecnológica e artístico-cultural são: Física de Partículas; Física; Ciência e Engenharia de Materiais.

Marcelo Zanotello, Universidade Federal do ABC (UFABC)

Bacharel (1994) e Licenciado (2003) em Física pela Universidade Estadual de Campinas. Mestre (1998) e Doutor (2003) em Engenharia Mecânica, na área de Materiais e Processos, pela Universidade Estadual de Campinas. Professor de Física na Educação Básica de 1995 a junho de 2006. Professor da Universidade Federal do ABC (UFABC) desde agosto de 2006, lecionando nos cursos de Bacharelado em Ciência e Tecnologia, Bacharelado e Licenciatura em Física e Licenciatura em Ciências Naturais e Exatas. Docente permanente do programa de pós-graduação em Ensino e História das Ciências e da Matemática desde 2011. Coordenador do curso de Licenciatura em Física da UFABC de 2008 a 2013. Vice coordenador (2015 e 2016) e Coordenador (2017 e 2018) do Programa de Pós-Graduação em Ensino e História das Ciências e da Matemática da UFABC. Pesquisador do projeto FAPESP Produção de conhecimentos escolares nas ciências da natureza: conteúdos, estratégias e recursos (2011 a 2013). Coordenador dos cursos de extensão destinados a professores de física da rede estadual paulista Práticas de Ensino de Física e o Currículo do Estado de São Paulo - módulos I (2013) e II (2016). Coordenador do projeto FAPESP Perspectivas para a integração das tecnologias na educação básica: ambientes tecnológicos e programação para o ensino de ciências (2016 a 2018). Coordenador do curso de Licenciatura em Ciências Naturais e Exatas da UFABC (2018-2021). Desenvolve estudos sobre os temas Linguagens e Ensino de Ciências e Tecnologias da Informação e Comunicação no Ensino de Ciências.

Como Citar

Andrade, A. de, Malaquias, I. M. . C. de O., Azevedo, C. D. da R., & Zanotello, M. (2026). Diretrizes educacionais e representações sociais sobre o pensamento computacional: Evidências de estudantes de São Paulo e de Portugal no ensino de física e química. Educação, Sociedade & Culturas, 74. https://doi.org/10.24840/esc.vi74.2049

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