Diretrizes educacionais e representações sociais sobre o pensamento computacional: Evidências de estudantes de São Paulo e de Portugal no ensino de física e química
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Resumo
Este estudo analisa representações sociais sobre o Pensamento Computacional (PC), considerando também as evocações relativas à automatização da recolha de dados como recurso didático associado ao PC. Os resultados revelam assimetrias: mestrandos/as portugueses/as apresentam representação estruturada, integrando o PC à dimensão pedagógica, enquanto licenciandos/as paulistas exibem representação tecnicista, marcada por lacunas formativas e elevada incidência de ‘não sei’, problematizada como zona de mudez teórica. A investigação discute a hipótese de que a maior coerência normativa portuguesa favorece a apropriação do PC, reconhecendo, contudo, que esta relação é mediada por dinâmicas institucionais. O estudo indica que o desalinhamento das diretrizes educacionais pode impactar a transição entre prática instrumental e reflexão crítica, sendo a automatização um elemento que, quando percebido apenas como técnica, limita a compreensão mais ampla do PC.
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