Do ensino colonial ao ensino para a libertação um olhar às ideologias educativas na Guiné(-Bissau)
##plugins.themes.bootstrap3.article.main##
Resumo
A presente comunicação procura compreender o carácter ideológico da prática educativa do PAIGC para a libertação dos povos da Guiné e Cabo-Verde, em oposição ao sistema educativo praticado pelo regime colonial português na Província da Guiné, entre 1954, ano da publicação do Estatuto do Indigenato, e 1986, seis anos após o golpe de Estado que derrubou o primeiro governo da Guiné-Bissau. Com base numa metodologia essencialmente qualitativa, alicerçada na análise de alguns Decretos-leis coloniais relacionados à matéria educativa; de três manuais escolares usados em diferentes fases das duas práticas educativas a que se focam a nossa abordagem; e na consulta a alguns estudos sobre a matéria, procura-se responder à pergunta: o que distingue a ideologia educativa do PAIGC àquela praticada nas escolas coloniais da Guiné?