Identidade(s), mudança e desenvolvimento profissional
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Resumo
Neste artigo pretende-se refletir, no contexto de uma escola básica e secundária, sobre a relação entre as marcas identitárias, ou culturas de escola, e as situações de mudança, nomeadamente as que, na atualidade, não só implicam o desenvolvimento
profissional, mas dele dependem inexoravelmente. As mudanças, em educação, para traduzirem, de facto, evolução nas conceções dos intervenientes no processo educativo e reajustes não só no modo de pensar, mas de agir, são lentas, implicando um
investimento voluntário e consciente dos docentes na sua valorização pessoal e profissional, nomeadamente em termos de formação e de colegialidade. O presente trabalho surge no contexto de um estudo de caso que teve como finalidade primeira a análise e a reflexão sobre as lideranças intermédias e as práticas de trabalho colaborativo. Trata-se de um estudo de índole qualitativa que, de uma perspetiva etnográfica, parte de catorze entrevistas em profundidade realizadas a professores da escola em análise, situada na zona de Setúbal, compaginadas com outras fontes, como notas de campo resultantes da observação e a consulta de documentos. Da análise e tratamento dos dados resultaram reflexões que decorrem da caracterização das culturas de escola e das marcas identitárias do corpo docente, mas que também se prendem com a estratégia de lançamento e implementação da mudança. As questões
com que nos debatemos relacionam-se com a implicação dos docentes na mudança, bem como com a eventual contribuição das lideranças, formais e informais, para a construção de uma via de desenvolvimento profissional simultaneamente integradora e proficiente.