Editorial
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Resumo
As cidades enfrentam pressões simultaneamente locais e globais, num tempo de grande mudança. Neste contexto, pensar o espaço público de forma criativa, crítica e multidisciplinar é tão complexo quanto essencial e urgente. Vivemos hoje a intensificação de dinâmicas de privatização, comodificação e financeirização, assim como processos de turistificação e gentrificação, introduzidos pela crescente mobilidade de pessoas e capitais, a par da securitização do espaço urbano, sem que haja suficiente debate nem definição do interesse público, tampouco de uma visão da cidade desejada. Surge, então, uma interrogação fundamental: que público é este ao qual nos referimos quando falamos em espaço de uso coletivo? Que público se problematiza — e como — na visão de um futuro melhor?