O potencial educativo dos mutirões agroflorestais na construção do conhecimento agroecológico
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Resumo
O artigo apresenta uma pesquisa-ação realizada na cidade de Florestal-MG em parceria com a Associação Florestalense de Agroecologia (Aflora). Centra-se na investigação das práticas de produção de conhecimento que emergem dos mutirões agroflorestais a fim de analisar, à luz das contribuições teóricas propostas por Paulo Freire, a dinâmica dos mutirões e a maneira como ocorrem os diálogos de saberes próprios desses espaços. Como método, foram utilizadas a observação participante e a dinâmica “Rio do tempo”. Os resultados apontam que os mutirões, amparados pela práxis agroecológica, desvelam uma prática firmada na realidade local impulsionada pelos interesses das pessoas envolvidas, notadamente o trabalho agrícola, a aprendizagem e a formação de vínculos. Os trabalhos coletivos se mostraram um método relevante para a construção e execução participativa de conteúdos programáticos elaborados a partir da realidade e do trabalho agrícola, sendo uma ferramenta importante tanto na apreensão da realidade como em sua transformação de forma coletiva. Observou-se ainda que os mutirões são arenas de construção do conhecimento que tendem a horizontalizar os saberes técnicos, científicos e populares, onde a pessoa anfitriã detém certa autoridade para orientar as tarefas e a troca de saberes se constrói a partir da prática para se atender à demanda apresentada.
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