CHAMADA ABERTA: SOPHIA JOURNAL 12 | PAISAGENS DE REPARAÇÃO | LEARNING REPAIR / APRENDER A REPARAR - PEDAGOGIAS SITUADAS, PAISAGENS CÍVICAS E PRÁTICAS VISUAIS

To Reinforce - 2025 by Lars Hovland
Datas principaisPrazo para submissão de resumos: 1 de janeiro de 2027
Notificação dos autores selecionados: 28 de fevereiro de 2027
Prazo para submissão de artigos completos e ensaios visuais: 1 de maio de 2027
Notificação após revisão por pares: 20 de julho de 2027
Ressubmissão dos trabalhos revistos: 1 de setembro de 2027
Sophia Journal International Conference: 24–25 de julho de 2027 (datas a confirmar)
Prazo para submissão da versão final: 20 de novembro de 2027
Publicação: dezembro de 2027 (a confirmar)
Enquadramento
No âmbito do seu quarto ciclo temático, Paisagens de Reparação, a Sophia Journal tem vindo a explorar o papel da fotografia, do filme, da arquitetura e de outras práticas visuais no confronto com as fraturas sociais, espaciais e ecológicas que moldam as cidades e os territórios contemporâneos.
A Sophia Journal 11, The Invisible City: Manplan and Contemporary Forms of Repair, revisitou o legado crítico da série Manplan e o seu compromisso em tornar visível a distância entre as intenções arquitetónicas e as realidades vividas. Questionou de que modo as práticas visuais podem expor as desigualdades, as pressões ambientais, as falhas infraestruturais e as formas menos visíveis de desgaste que pesam sobre a vida urbana contemporânea.
A Sophia Journal 12, Learning Repair: Situated Pedagogies, Civic Landscapes and Visual Practices, desenvolve a etapa seguinte desta reflexão. A atenção desloca-se da exposição das fraturas para os processos através dos quais a reparação pode ser aprendida, praticada, negociada e partilhada.
A reparação é frequentemente entendida como uma resposta técnica à deterioração material: a recuperação de um edifício, a reabilitação de um espaço público ou a correção de uma falha infraestrutural. Este número propõe um entendimento mais abrangente. A reparação pode ser também social, ecológica, cultural, institucional e pedagógica. Implica aprender a observar as condições existentes, prestar atenção a relações negligenciadas, trabalhar com estruturas herdadas e reconhecer o conhecimento inscrito nas práticas quotidianas de uso, manutenção e cuidado.
Aprender a reparar significa desenvolver a capacidade de agir sem começar por apagar aquilo que já existe. Exige atenção às diferentes camadas históricas, às transformações materiais, às memórias coletivas, aos processos ambientais e às formas de ocupação que não podem ser reduzidas a uma única narrativa arquitetónica. Exige igualmente uma reflexão crítica sobre quem define aquilo que necessita de reparação, quem está autorizado a intervir, que formas de conhecimento são reconhecidas e quem beneficia das transformações daí resultantes.
The Invisible City: Manplan and Contemporary Forms of Repair