Espaço público e as temporalidades da paisagem: caminhos para a biodiversidade urbana e noturna
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Resumo
Este artigo explora potencialidades do projeto paisagístico para o espaço verde público, principalmente em relação ao fomento da biodiversidade urbana e noturna. Além de sua relevância social, o espaço verde público pode abrigar múltiplos papéis na cidade. Mediante eventos climáticos extremos, fragmentação do habitat e perda da biodiversidade, os espaços verdes se destacam por serem suporte biofísico para a continuidade de diversos processos ecológicos. A questão desta pesquisa é que estudos urbanos começaram a inter-relacionar o planejamento urbano, a ecologia e a iluminação urbana, dando ênfase à biodiversidade noturna e sua relação com as luzes da cidade — demostrando que a dimensão ambiental e noturna da paisagem não tem sido suficientemente discutida no planejamento e projeto urbanos. A partir da Lagoa Rodrigo de Freitas — um espaço público da cidade do Rio de Janeiro situado entre a Floresta Atlântica e o mar — como estudo de caso, adotou-se a triangulação de diferentes métodos de pesquisa, tais como percursos, fotografia, entrevistas, pesquisa documental e bibliográfica. Revela-se que há uma biodiversidade urbana que resiste no estudo de caso e discute-se estratégias do projeto paisagístico que possam contribuir com o coabitar entre todos os seres, tais como o olhar para os processos da paisagem e para o caráter temporal e espacial da conectividade ecológica.